Fotografia profissional: Cara a cara com a rara foca-monge das ilhas Desertas - Luis Quinta

14 Janeiro 2011, sexta-feira . Fotógrafos Convidados

Pela segunda vez estou na ilha da Deserta grande, a única ilha habitada do sub-arquipélago da Madeira.

O objectivo desta minha visita é sempre o habitual, fotografar as raras focas monge do Mediterrâneo que vivem nestas águas.

A pequena colónia não ultrapassa as quatro dezenas de animais. É não só a foca mais rara do mundo, como o mamífero marinho mais ameaçado da Europa.

Luís Quinta

Para desembarcar do pequeno bote de borracha do Parque Natural da Madeira terei de saltar para cima de uma rocha de grandes dimensões e depois para o calhau rolado da praia do Tabaqueiro.

Tenho vestido o fato de mergulho, pois poderei ter de ir ao banho no desembarque, ou mesmo depois na sessão fotográfica.

Para este tipo de trabalho a minha opção para transportar o equipamento fotográfico é sem dúvida a mochila Lowepro Dryzone 200. Este equipamento foi desenhado para trabalhar em ambientes muito agrestes, deste zonas húmidas ou locais com muito pó ou, principalmente em áreas com água. É que a Lowepro Dryzone 200 é uma mochila estanque.

Também poderia usar uma mala rígida estanque para proteger o equipamento, mas não seria tão prático nem cómodo. Pois para caminhar, saltar, escalar e adaptar-se no bote com outros equipamentos, a mochila torna-se o equipamento ideal. Dentro da Dryzone 200, levo a minha câmara Nikon D2x, mais as objectivas 300mm e 17-35mm, bem como alguns filtros ND e o polarizador.

Além dos cartões e baterias sobressalentes transporto ainda uns binóculos Stainer 10x44.

O plano para esta manhã é tentar fotografar as focas à superfície, ou mesmo nas rochas. A segunda opção será nadar com os animais e fotografá-los debaixo de água.

Para o efeito uso uma caixa estanque com uma Nikon D200 e uma objectiva 20mm.

O desembarque foi feito com sucesso e sem ter de ir ao banho. Os animais e ao fim de várias horas de atalaia é que não apareceram.

Espero pelo bote de borracha com os vigilantes. Entre várias tarefas para a manhã teriam de verificar alguns locais do lado Nascente da ilha.

Alguns minutos depois de entrar a bordo vislumbramos uma foca. Nada solitária e tranquila.

Abro a mochila estanque Lowepro Dryzone 200 e escolho o conjunto Nikon D2x com a objectiva 300mm.

Tento fazer uns retratos, mas as imagens não ficam como pretendo. Opto por ir para dentro de água com a caixa estanque. O animal está muito calmo e mergulha regularmente.

Tento uma aproximação tranquila e consigo captar algumas imagens desta foca. Apesar de tolerante não me deixa aproximar mais do que 7-8 metros.

É sem dúvida um privilégio ver olhos nos olhos tão invulgar animal. Mas desfrutar destas situações também é o resultado de uma total confiança nos equipamentos com que trabalho, e as inúmeras mochilas Lowepro que tenho, são a prova que estas peças são importantíssimas para as minhas missões.

Luís Quinta

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